terça-feira, 27 de junho de 2017

FIA 2017 em detalhe

Pequenos detalhes que fazem uma grande feira.
Acompanhe-me na visita de hoje à FIA 2017, pode ir até lá até ao próximo domingo.










































segunda-feira, 26 de junho de 2017

Afinal o que é um blogger?

Cada vez somos mais não sentem isso? Estão a surgir de todos os lados, todos os dias, com variadíssimas abordagens da vida e normalmente com uma escrita suave e direcionada para jovens ou jovens adultos.
E agora para complicar ainda temos os Vloggers, nascidos da vontade de cada vez temos de ser mais rápidos na comunicação, de atingir as pessoas pelo imediato, pela surpresa, pelo poder da imagem.
Hoje ao almoço ouvi esta pergunta, feita por um jovem com alguma idade e que genuinamente não conseguia identificar este fenómeno que leva tanta gente a partilhar na web tanta informação, de forma voraz, avassaladora, carregada de imagens, de sentimentos, apelando à emoção, numa relação tão próxima com quem nos é tão distante.
 Mas afinal quem somos nós, os bloggers, estes comunicadores mais ou menos espontâneos que retiram horas de vida real para partilhar sentimentos ou simplesmente informação nas redes sociais? E porque nos alimentamos de gostos, de seguidores totalmente desconhecidos ou de pequenos prazeres como ouvir da boca de quem nunca vimos algo tão delicioso como “conheço perfeitamente o seu blog, gosto e costumo segui-lo”.
Não tenham fantasias, este não é um fenómeno novo, é um simples efeito da evolução, dos tempos modernos.
Quem se lembra do tempo das rádios piratas, onde me iniciei como jornalista e onde vivi os meses mais divertidos da minha vida, na extinta Radio Margem nas Caldas da Rainha, num tempo em que os dias duravam meses para nossa grande felicidade, sabe do que estou a falar. Esses sim foram tempos pioneiros em que a minha voz chegava diariamente a casa e a minha mãe chamava as vizinhas para ouvirem a filha a ler as notícias. Porque foram um sucesso as rádios piratas, de onde saíram grandes jornalistas e grandes comunicadores? Porque foram as primeiras a descobrir que o segredo do sucesso estava na proximidade com os ouvintes e na comunicação informal.
Os blogs estão hoje para a sociedade como na altura estavam as rádios piratas para as localidades e até que venha uma lei por ordem nisto, calar-nos a todos e só deixar vivos os que nasceram para sobreviver, esta forma de comunicar não vai desaparecer porque é a que está mais próxima das pessoas. Os bloggers são os vizinhos do lado, aquela prima que é tão bonita e boa rapariga ou o jovem que vive no terceiro direito e que é tão simpático. E hoje já são tantos que todos conhecem um blogger. Mas o mais importante é que se eles o dizem é porque é verdade, porque a relação de proximidade aproxima as pessoas conferindo assim credibilidade ao que é escrito. Numa outra fase, quando já se conquistaram todos os amigos, familiares e afins e a mancha de seguidores atinge um volume quase assustador, é o poder da escrita e da imagem de quem tem muitos seguidores, fazendo surgir os influenciadores nas compras e nas opções de vida.
Enquanto nos tempos saudosos das rádios piratas as marcas não perceberam o alcance deste fenómeno social sendo a sobrevivência ditada pela compra de publicidade ao amigo angariador, hoje em dia esta inocência perdeu-se estando as marcas bastante atentas aos fenómenos sociais e à procura de formas de chegar ao público. O grande impacto é assim ditado de um lado pelo público, que procura confiança e pelas marcas atentas a estes comportamentos. O que acontece pelo meio? Nós os bloggers criamos o mito de que esta é uma vida fantástica, super cor-de-rosa, repleta de cor e de purpurinas. E é mesmo assim? Não sei depende, diria que como tudo na vida tem dias….mas de algo eu tenho a certeza, ainda vou dizer, daqui a uns bons pares de anos, que durante o tempo que fui blogger vivi das fases mais giras da minha vida.
 
Texto dedicado a todos os que viveram intensamente os tempos das rádios piratas e que não entendem porque não existem blogs para os mais velhos.

domingo, 25 de junho de 2017

Terraço do Marquês – O segredo mais bem guardado em Lisboa


Imagine que podia almoçar mesmo no centro de Lisboa, lá no alto, com o olhar a perder-se pelo Marques de Pombal e pelo Parque Eduardo VII, sem ouvir barulho nem sentir a confusão do centro da cidade.
Imagine que existia um bar esplanada, todo em vidro, aberto e arejado no verão e quente e acolhedor no inverno, mesmo ao pé da Estação de Metro do Marques de Pombal e a 2 ou 3 minutos a pé de dois parques de estacionamento subterrâneos, onde podia relaxar com um grupo de amigos ou numa reunião de negócios, à volta de comida agradável e saborosa sem a confusão típica do centro da cidade
Imagine que procurava um espaço, um terraço, para um evento ou uma ativação de marca, descomplicado e com energia positiva.
Se imagina tudo isto é porque nunca foi ao Terraço do Marques, porque se já lá foi já não imagina, simplesmente encontrou. E foi exatamente o que me aconteceu na semana passada. Enquanto petisquei uns Shots de Gaspacho, Espetadas de Salmão com Sementes de Sésamo, Ceviche de Espadarte, Peixinhos da Horta com Maionese de Ervas, Gambas Panadas com molho Tomkastsu, questionei-me como é que foi possível nunca ter vindo aqui almoçar, em trabalho ou com amigos e foram tantas vezes que procurei um sitio ainda calmo e bastante central em Lisboa. A resposta veio de imediato há minha cabeça: sempre imaginei que o Terraço do Marquês fosse caríssimo porque desconhecia os menus de almoço no valor de 10€ e que inclui o prato do dia, bebida e café.
Assim é tudo mais simples, ao almoço, nos dias uteis, existe uma opção mais simples, o menu, embora seja possível pedir à carta. Ao jantar ou ao fim de semana esta opção não existe.
 O Terraço do Marquês começou como um quiosque, tendo passado a Bar-Esplanada em 2016. O menu é bastante variado mas para mim, o que ainda hoje, passados já alguns dias, me faz salivar, é o fantástico entrecôte (18€). Dizem que que é assim porque servem a melhor carne no mundo, vinda diretamente de San Sebastian para o centro da nossa capital. Acho que deve ser verdade porque o sabor e a textura, para mim perfeitas, fazem-me apetecer voltar. Espera-se para breve novidades na carta mas o entrecôte, um prato vencedor, irá manter-se e ainda bem.
Sendo um espaço muito funcional adapta-se facilmente aos pedidos do cliente e a sua extraordinária localização faz dele um local excelente para a realização de eventos. O terraço e a sua vista deslumbrante completam o que se procura nestas ocasiões.
Existe ainda a opção de menus (22€ e 26€) para grupos e mediante reserva antecipada.
Foi sem dúvida uma boa surpresa e eu que me imagino uma “alfacinha de gema” não paro de me surpreender nesta maravilhosa cidade que se reinventa a cada momento.