As Minhas Receitas

As Minhas receitas representam a minha forma de cozinhar que espero que seja simples, saborosa e inspiradora. Este projecto nasceu de um desafio que me foi colocado pelo site Canela  & Hortelã onde semanalmente publico uma receita nova.
A imagem inspiradora é de uma jovem e talentosa artista, Ines Vicente.




Já Cantava o José Cid: “dá-me Favas com Chouriço”

Sei que nem todos gostam de favas. Quando são boas, pequenas e tenrinhas, são excelentes e apesar do seu sabor forte, a parecer pouco apropriado para esta altura do ano é certo é que faz parte da nossa gastronomia tradicional não sendo dispensada da mesa de muitos portugueses.


Gosto de favas na altura delas, cozinhadas com entrecosto ou como manda a tradição com chouriço. O segredo para o sucesso é como sempre alimentos de qualidade.


3 Quilos de favas para descascar (não esquecer de tirar a todas o pequeno olho e de dar uma “unhada”, aprendi em casa, porque esta é mais uma receita que aprendi em pequena, que estes dois truques são fundamentais para o sucesso da receita.


1 Chouriço de sangue pequeno e 1 farinheira (colocar as duas de molho em água fria e picar a farinheira com 1 garfo, colocar ao lume em água a ferver e deixar cozer). Depois de cozidas retirar e cortar em pedaços pequenos, reservar.


1 Chouriço de carne  


Cebola e coentros


Fazer um refogado com a cebola picada e azeite, deixar a cebola ficar suavemente dourada e juntar o chouriço de carne cortado em fatias finas, deixar apurar um pouco, deitar a água onde cozer os enchidos e quando levantar fervura as favas. Temperar e ao fim de uns 10m. Juntar o molho de coentros.  Quando as favas estiverem tenras adicionar os restantes enchidos, mexer muito suavemente para integrar os alimentos e pronto, pode servir como refeição principal ou como um petisco.














A Descobrir os Prazeres Gastronómicos de Cabo Verde

A convite da Solferias, operador turístico, juntei-me a um grupo de agentes de viagens e representantes de empresas ligadas ao turismo de Cabo Verde, invadimos as cozinhas da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa e partimos à descoberta dos prazeres da gastronomia que iluminam estas ilhas quentes e simpáticas.


Saber cozinhar, articular alimentos e temperos é uma arte e cada Chef é o maestro da sua orquestra que conduz com a sua batuta com arte e mestria.


Partilho com vocês um pouco do que aprendi hoje com a Chef Claudia Neves, professora na Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde em Santiago.


A ementa que hoje descobrimos faz parte dos pratos que a Chef prepara e todos os ingredientes são provenientes destas terras idílicas. Prepare-se para esta viagem e estejam descansados, pode e deve experimentar tudo isto em casa.


 



Espeto de Linguiça da terra e queijo de fogo: esta espetada é composta por linguiça, queijo e tomate. Aparentemente tão simples de preparar que até uma criança o faria, o segredo está sem dúvida na linguiça e no queijo, muito semelhante ao nosso queijo fresco mas com uma textura mas concentrada.



Salada criola: alface, tomate, cenoura, beterraba, pepino e queijo da terra. Tempere com vinagrete, azeite, sumo de limão e hortelã.



Buzio estufado: faça um refogado com azeite, cebola, alho, tomate e malagueta. Adicione os búzios, previamente cozidos e cortados aos pedaços ao estufado. Quando tiver cozinhado adicione coentros.


 
Modje de São Nicolau: Trata-se de um prato de cabrito, estufado com mandioca, banana verde e batata-doce. Ao longo do estufado adicione bastante salsa. Acompanha com arroz ou papa de milho.




Queijada: 3 ovos, 4 gemas, 350 g. de açúcar, 150 g. de coco, 2 queijos frescos, raspa e sumo de limão e baunilha. Misture tudo até ficar em puré. Unte pequenas formas com manteiga e açúcar e leve ao forno a 160º durante 30 minutos.
 Depois desta experiencia gastronómica vá a uma agência de viagens e marque as suas férias, vai ver que ainda lhe vai saber melhor se poder saborear todos estes pitéus com Cabo Verde Na Koraçon.


 












A Fazer Bolos


Desta vez servi de cobaia, o meu filho mais novo aproveitou o meu gosto pela cozinha e aplicou o gosto dele pela arte de fazer vídeos.


Usamos o tradicional bolo de iogurte, cuja receita já deixei neste blog, utilizando desta vez sumo e raspa de limão e sementes de papoila (que lhe dá um toque crocante, que eu adoro).


Podem usar a vossa imaginação e gosto e usar os ingredientes que mais gostarem, criando sempre novos bolos, a base é sempre a mesma e se seguirem as instruções vão obter sempre um bolo doce e fofo.


O bolo de iogurte é uma excelente opção para quem não gosta muito de cozinha ou para quem tem pouca experiencia e cá em casa, existe um diferente todas as semanas.


Sigam-nos nesta aventura familiar que nos deu muito prazer e tanto trabalho!  


 














A Tradição Ainda é o Que Era: Morangos com Vinho do Porto


Quando era miúda os morangos faziam parte de uma sobremesa simples e deliciosa, que se servia depois de jantar, mal os dias começavam a aquecer um pouco. Eram lavados cuidadosamente, cortados com todo o cuidado e temperados com um pouco de açúcar e uma quantidade generosa de vinho do porto. Para o sucesso desta receita tão simples era fundamental que o vinho fosse de excelente qualidade.
Confesso que na altura os adultos não eram fundamentalistas com o álcool e embora não me dessem muito molho, a quantidade de morangos que eu podia comer era exatamente a que eu tivesse vontade. Não me aconteceu nada de grave mas longe vão esses tempos e essas práticas não são as mais saudáveis para os miúdos.


Desse tempo recordo os morangos gordos e saborosos, alguns que vinham do nosso quintal e que perfumavam o frigorífico. Aguentam alguns dias temperados com açúcar e o vinho pelo que não precisa de se preocupar se sobrar um pouco desta sobremesa.
Normalmente preparo esta sobremesa “a olho” mas diria que para ½ kg de morangos pode usar 2 a 3 colheres de sopa de açúcar branco. Cobra o fundo da taça, generosamente, com vinho do porto. Misture com muito cuidado e deixe repousar no frio pelo menos 2 a 3 horas. Sirva fresquinho.    












Sugestões de Menu de Halloween Para Quem Não Tem Tempo










Sabem como é que é não ter tempo e não conseguir dizer que não a nada? Sou eu!


Acho sempre que os dias têm bem mais do que 24h e que com jeitinho fazemos tudo o pior que o tempo passa a correr e acabamos a stressar porque nunca temos tempo para nada.


Contudo confesso: sou viciada na adrenalina e nos prazos fora de prazo, no tempo que não rende e no prazer de ver que no final, tudo acaba bem.


Não sei se sou assim porque sou mãe, porque sou mulher, porque sou do Oeste ou porque não sou normal mas já não consigo viver a vida tranquila de casa-sofá-cama.


E foi por ser assim que aceitei fazer um jantar temático para uma grande mão cheia de jovens sendo que tinha de cumprir o meu horário de trabalho e no dia 31 de Outubro não tinha nada preparado.


Considero-me preparada para vos dar algumas sugestões rápidas, que não deixam de ser um sucesso e que todos adoram. Decorem a casa com umas velas, decorem-se com um chapéu de bruxa e uma verruga na testa e podem ter a certeza que continuam a construir boas memórias nos vossos filhos…e nos amigos deles também.


Este ano a ementa incluiu dedos de bruxa feitos com salsichas, vassouras de bruxa preparadas com queijo fatiado e atadas com um bocadinho de alho francês, ovos de codorniz a boiar em sangue (ou em ketchup), campa de carne assada com uma cruz de massa folhada, mini monstros de pizza, mais sangue com olhos e dedos de bruxa (ou gelatina com gomas fantásticas) e finalmente mini bolos com larvas e dedos de mortos vivos.


Parece simples verdade? E foi ;)




















Santos da Casa Fazem Sempre Milagres






A propósito de um simpático vinho rosé que hoje se atravessou no meu caminho, senti-me inspirada e parti a todo o gás para a minha cozinha.


Santos da Casa Rosé de 2016 é um vinho de delicada cor de pétala de rosa clara e tem dentro de si aroma em fruta fresca de morango e pêssego. É um vinho fresco, com todas as características, na minha opinião, para acompanhar um saboroso bacalhau à Braz.


Se bem o pensei melhor o fiz e o resultado foi mesmo muito apetitoso.


Tinha em casa 4 postas pequenas de bacalhau demolhado. Dá mais trabalho tirar peles e espinhas mas compensa o sabor e o resultado do prato.


Num tacho juntei rodelas finas de duas cebolas pequenas, 2 dentes de alho picado, 2 folhas de louro e duas fatias de gengibre. Reguei o fundo com azeite e deixei cozinhar lentamente a cebola até ficar macia e ligeiramente dourada. Juntei de seguida as farripas de bacalhau e deixei cozinhar.


Se tivesse tido tempo teria partido as batatas em tiras finas (efeito palha) e teria fritado, como não havia tempo, juntei um pacote de batata palha em pacote (reservei uma pequena porção), 3 ovos batidos com sal, pimenta e orégãos e misturei bem. Antes de servir misturei o resto das batatas no preparado para obter um efeito mais crocante.


Foi servido com o vinho Rosé Santos da Casa e o efeito de Verão manteve-se durante mais tempo, pelo menos na minha imaginação.
















Receita de massa quase instantânea








Não se deixem enganar pelo título porque foi tudo cozinhado em casa, contudo esta é uma excelente receita para quem adora massas (como eu) e chega a casa tarde e cansada (também como eu).


Ontem foi um desses dias, parece-me que ainda não consegui mudar o cérebro para o recomeço da rotina, não sei se porque as férias este ano foram muito curtas ou porque não me importava de fazer das férias um modo de vida permanente.


Acho que vai mesmo doer quando a escola recomeçar e os dias ficarem bem pequenos, por isso, até lá é aproveitar os últimos dias de glória antes do regresso em força das olheiras assustadoras.


Como já disse ontem cheguei a casa cansada e sem vontade de fazer o jantar, felizmente tinha no frigorífico um resto de massa sem glúten, equivalente a ½ pacote de massa.


Coloquei um fio de azeite numa frigideira, uma embalagem de ripas de fiambre e 5 Couves de Bruxelas congeladas, juntei sal e pimenta, salteie um pouco e tapei para cozinhar as couves. Depois de ficarem tenras cortei-as em pequenos pedaços. Se gostar de picante na massa esta é a altura de adicionar. Costumo usar malaguetas preparadas em casa, com azeite e ervas aromáticas, fica delicioso e dura todo o ano.  


Juntei a massa, saltei um pouco mais e adicionei ½ pacote de queijo ricota, depois dos ingredientes estarem bem integrados terminei com uma embalagem pequena de leite de coco. Mais 2 ou 3 minutos e voilá, a massa estava pronta. Na hora de servir adicionei um pedaço de nozes grosseiramente picadas e deliciei-me enquanto comia e bebericava um copo de vinho frisante branco.


Pronto, a vida não é perfeita mas alguns pequenos prazeres dão-nos um novo alento para enfrentar os dissabores. Experimente e diga-me como correu J


 












A história da Sopa de Feijão de Descascar com Feijão Verde da Minha Infância





Se existe uma sopa que me leva até à infância é sem duvida a sopa de feijão de descascar com feijão verde que a minha mãe fazia. Prato tradicional lá de casa só se fazia nesta altura do ano e claro sempre com ingredientes frescos.


 Nesta receita adaptei a receita original a uma versão mais light e mais moderna, a ir de encontro ao gostos de hoje, porque também a sopa vai em modas e a moda agora é manter a cremosidade substituindo a batata por outros legumes mais leves.


Na receita original, numa panela, tapava-se o fundo com batatas descascadas e uns dois tomates muito maduros. Depois de bem cozido passava-se pelo passe-vite e juntava-se o feijão descascado e fresco (cerca de ½ kg). Deixava-se cozer bem e finalmente saltava para a panela cerca de ½ kg de feijão verde. Cozia um pouco mais, afinava-se o tempero de sal e de azeite e a sopa estava pronta para ser comida. Era só isto, simplesmente deliciosa, presa para sempre a outros tempos.


Nesta receita havia necessidade de substituir a batata por outros ingredientes, assim foram utilizadas para a base ½ de cenouras, ¼ de abobora, 1 tomate muito maduro e 1 chuchu. Depois de bem cozidos os legumes foram passados na varinha mágica, juntei o feijão de descascar e depois de bem cozido o feijão verde. Tudo fresco, tudo comprado na Praça das Caldas da Rainha este fim de semana.


Truques da minha mãe para uma sopa de sucesso: o feijão é descascado na altura e não se passa por agua, o feijão verde é cortado em pequenos pedaços à mão, não se usa a faca para o cortar. No final afinei os temperos de sal e azeite e delicie-me com esta sopa que em sabor não ficou atrás do sabor da sopa da minha mãe.







































Dia de Festa – Bolo de Aniversário sem Glúten


 



Ter problemas com glúten não é fácil mas em dia de aniversário é ainda é mais difícil.


Sendo o preço do bolo de aniversário verdadeiramente proibitivo resolvi meter as mãos na massa e procurar um bolo de aniversário simples e festivo. Encontrei o Bolo Red Velvet sem Glúten e ficou excelente.



Atrevam-se e sigam a receita:


Ingredientes (bolo pequeno):


1 Beterraba pequena descascada


2 Claras


1 Ovo


1 Chávena de farinha sem glúten (usei 2/3 de farinha maisena e 1/3 de farinha de milho)


1 Chávena de açúcar mascavado


1 Chávena de óleo: coco/óleo/azeite


1 e ½ colher de fermento para bolos


Cacau para polvilhar


Chantilly


Frutos vermelhos


 


 Preparação:


Bata as claras em castelo.


Bata no liquidificador a beterraba, o ovo inteiro e o óleo até triturar tudo.


Junte as claras em castelo e misture com uma colher.


Aqueça o forno.


Adicione aos poucos o açúcar, a farinha com o fermento e misture delicadamente.


Despeje a mistura numa forma untada com óleo e polvilhada com cacau.


No fim de frio desenforme.


Separar em duas partes e decorar com chantilly e frutos vermelhos.





































Flores de Curgete, a entrada mais simples


As flores de curgete dão uma excelente entrada, simples de fazer e surpreendente. Foi o que escolhi este fim de semana para os meus amigos que são normalmente as minhas cobaias e o resultado foi muito positivo. Confesso que primeiro estranharam mas no final não sobrou nenhuma flor de curgete para contar a história.
No meu caso comprei as flores na praça de arroios, ao Arlindo Silva, que tem sempre produtos frescos, muitas novidades e ainda me ajuda a escolher quando tenho convidados e duvidas no prato que vou servir.
A confeção é rápida e simples. Lave muito bem as flores e retire só um pedacinho do pé, escorra o excedente de água e reserve. Num prato junte claras batidas com um grafo mas sem ficar em castelo, uma pitada de sal e farinha de milho. Se ficar espesso demais junte um pouco de água e misture para ficar homogéneo. Passe as flores pela massa e frite em óleo quente, escorra bem o excesso de gordura. Sirva acompanhado de maionese com coentros finamente picados.

























  
Massa com vegetais e leite de coco

 

Ingredientes:

150 g. de massa (nesta receita foi utilizada massa de feijão, própria para intolerantes ao glúten e à venda no Celeiro mas a receita pode ser feita com uma massa tradicional)

Cebola picada

Azeite

Ervas aromáticas frescas (estragão, louro e erva príncipe)

2 Tomates desidratados conservado em azeite

150 g. de brócolos

250 g. de tomate cherry

Azeitonas

1 Lata de leite de coco

Queijo seco

Amêndoa em lascas

Manjericão

 

Coza a massa de acordo com as instruções da embalagem, passe por água fria e reserve.

Leve a alourar a cebola com azeite numa frigideira grande ou num wok e vá mexendo para não queimar.

Quando a cebola estiver amolecida adicione as ervas aromáticas e o tomate desidratado, deixe cozinhar em lume brando durante um ou dois minutos e adicione os brócolos cortados em pedaços pequenos. Cozinha mais três a quatro minutos e pode juntar os tomates cherry cortados ao meio, de seguida tempere a gosto, tape e deixe cozinhar os legumes.

Quando os tomates começarem a desfazer-se pode adicionar as azeitonas e a massa. Mexa com cuidado e junte a lata de leite de coco, deixe cozinhar até o molho engrossar um pouco.

Sirva decorado com lascas de amêndoa, queijo seco ralado na altura e folhas de manjericão.






Ovos verdes com esparguete à moda da minha mãe


 


Existem comidas que nos levam de imediato numa viagem ao passado e esta é uma delas. Aprendi a fazer esta receita com a minha mãe, uma excelente cozinheira, e de vez em quando faço os ovos verdes só porque tenho saudades mas acho sempre que nunca me sabe ao que me sabia quando era miúda.


 


Ingredientes:


Para o esparguete


½ Pacote de esparguete (nesta receita foi usado esparguete sem glúten)


 5 Tomates maduros


Cebola picada


Azeite q.b.


 


Para os ovos:


5 Ovos cozidos


1 Embalagem de atum escorrido


1 Limão


Salsa picada


Ovo batido e pão ralado (existe sem glúten)


Óleo para fritar


 


Receita:


Comece pela massa. Coza-a conforme as instruções da embalagem e reserve.


Num tacho aloure suavemente a cebola com azeite, junte os tomates pelados e grosseiramente cortados. Deixe cozinhar em lume brando até o tomate estar amolecido mas sem fritar. Junte a massa, misture bem e guarde.


Passando para os ovos, depois de cozidos corte-os ao meio e retire a gema de ovo para um recipiente. Junte o atum, o limão e a salsa picada. Este preparado serve para rechear o interior das claras cozidas que guardou. Depois de recheados, passe cada pedaço por ovo batido e pão ralado e frite com cuidado em óleo quente.


Sirva os ovos com a massa.


Bom apetite!       














Frango cá de casa


 


A receita do frango cá de casa é bastante popular entre família e amigos. Normalmente todos adoram mas parece que ninguém consegue fazer exatamente como eu faço. Não me lembro da origem desta receita híper calórica mas ficou na família por ser tão bem aceite por todos.


 


Ingredientes para 4 pessoas:


1 Frango cortado em pequenos pedaços


1 + ½ Pacotes de batata frita palha


Cerca de 6 dl de leite


½ Cebola picada grosseiramente


2 Dentes de alho


 


Preparação:


Coloque o frango num tacho com a cebola, o alho e tempere a gosto (costumo usar sal, pimenta, noz moscada, louro e ervas frescas). Regue com azeite e leve a lume brando. O frango deve cozinhar lentamente mas vá mexendo para não queimar. Quando estiver com um tom dourado e com a carne a separar-se em lascas retire o frango.


Deixe o tacho ao lume e junte o leite ao molho. Assim que levantar fervura desligue o lume.


Num tabuleiro espalhe as batatas fritas cobrindo o fundo. Em cima coloque o frango em pedaços, sem peles e ossos, regue com o molho que preparou anteriormente e leve ao forno até ficar dourado.


Sirva com uma salada.





 








Receita Bolo de iogurte

 

Em minha casa existe sempre um bolo, sem coberturas, económico e fácil de fazer.

Devido a algumas restrições alimentares aprendi a adaptar a receita tradicional aos intolerantes ao glúten e considero que nem correu nada mal.

Como uso sempre a mesma receita, para não cansar introduzi um elemento variável que altera todas as semanas, espero que gostem:

 

Ingredientes:

4 Ovos

1 Iogurte (o que tiver no frigorifico)

1 Laranja

75 Gr. De coco ralado

1 Medida da embalagem do iogurte cheia de óleo

4 Medidas de açúcar
4 Medidas de farinha com fermento (mais uma colher de chá de fermento) para o bolo tradicional.
Para quem tiver problemas com a digestão do trigo, pode trocar por 1 medida de farinha de milho, 1 medida de farinha de arroz, 1 medida de farinha Maizena e 1 medida de farinha sem glúten. Quando quero fazer bolo de “chocolate” em vez da medida de farinha sem glúten utilizo 1 medida de farinha de alfarroba. Não esquecer 1 colher de chá de fermento em pó sem glúten. Todos estes produtos estão à venda nas grandes superfícies.
 
Preparação:
Comece por colocar os elementos líquidos e depois os sólidos numa taça alta reservando o coco para o final. Bata na velocidade máxima da batedeira elétrica durante cerca de 7 a 10 minutos. 
Adicione o coco, misture suavemente com a colher de pau e depois o elemento variável. Costumo utilizar passas de uva, amêndoa ralada, maça ou cenoura ralada, doce (neste caso quando o bolo estiver na forma coloco 3 colheres de doce no bolo e não mexo) ou nozes picadas.
Vai ao forno em forma untada com óleo. Quando o palito sair quase seco o bolo está pronto. Especialmente quando se utiliza farinhas sem glúten convém ter cuidado para não secar demasiado.     











Cogumelos recheados com arroz branco em casca de Queijo da Serra
 É possível fazer uma refeição simples e apetitosa e ao mesmo tempo aproveitar arroz branco que sobrou de outra refeição. Essa é a sugestão para hoje
Ingredientes para 2 pessoas para os cogumelos recheados:
2 Dentes de alho finamente picados
100 Gr. De bacon finamente picado ou espinafres picados
100 Gr de queijo para pizza
Salsa picada
Azeite a tapar o fundo da frigideira
6 Cogumelos Portobello
 
Ingredientes para o arroz:
Arroz branco já preparado
Casca de queijo da serra
 
Preparação:
Depois de esvaziar o conteúdo do queijo da serra reserve a casca exterior. No caso desta receita, encha-a com arroz branco, tape com a tampa do queijo e leve ao forno. Estará pronto quando o queijo começar a derreter misturando-se com o arroz.
 
Lave os cogumelos e tire o pé. Coloque os cogumelos num recipiente para ir ao forno.
Numa frigideira leve os alhos a alourar com azeite. Quando estiverem amolecidos junte os pés de cogumelos finamente picados, depois o bacon ou os espinafres e a salsa picada. Deixe cozinhar um pouco e recheie os cogumelos. Cubra-os com o queijo e leve ao forno a alourar.
Sirva com uma boa salada.




















Lulas recheadas


 


Esta receita de lulas recheadas não leva carne, sendo por isso uma receita mais ligeira e de excelente sabor.


 


Ingredientes para 4 pessoas:


400 Gr. De lulas pequenas, arranjadas

200 Gr. De cogumelos
½ Cebola
1 Maça amarela
4 tomates maduros
Azeite, 2 dentes de alho, 2 folhas de louro, um pedaço de gengibre
 
Preparação:
Aloure a cebola e o alho picados grosseiramente. Quando estiver mole junte o gengibre, as folhas de louro e a maça cortada em pedaços pequenos. Quando a maça estiver a começar a desfazer junte os tentáculos, cozinhe mais um pouco e depois adicione os cogumelos cortados em fatias. Tempere a gosto. Pode adicionar um pouco de picante. Deixe cozinhar os ingredientes e pique grosseiramente com a picadora.
Com esse molho recheie as lulas tendo o cuidado de fechar a abertura com um palito.
Leve as lulas a cozinhar em lume brando no resto do recheio que sobrou. Quando começar a levantar fervura junte os tomates pelados e cortados em pedaços e deixe cozinhar em lume brando num tacho tapado.
Retifique os temperos e sirva.


















As novas tendências da cozinha – Tudo à Braz
Quando penso em convidar amigos para jantar em minha casa vem-me sempre à cabeça a imagem de como a vida era simples no tempo de Jesus e na Ultima Ceia. Diz a Bíblia que Jesus partiu e distribuiu o pão por todos. Mas isso foi mesmo há mais de 2.000 anos porque nos dias de hoje, e para começar logo no pão, haveria os intolerantes ao glúten que não o podiam comer, os que não comem carne que haviam de perguntar logo se aquele pão tinha chouriço e os que fogem das sementes geneticamente modificadas a perguntar se na composição havia milho.
Os tempos mudaram e convidar amigos para um jantar nos dias hoje pode ser infinitamente mais trabalhoso do que no tempo dos nossos pais.
A primeira questão que salta logo à mente é como fazer um único prato que possa agradar a todos e simplificar a vida de quem convida.
Este desafio não é fácil, o único prato que me lembro que se pode adaptar a todos os gostos é o que termina em “à Braz”. É possível fazer tudo “à Braz” e de uma vez só ao fogão, resolver todas as dificuldades dos amigos e ficar muito bem vista com o resultado final.
Por isso esta noite fiz a experiencia cá em casa.
No lume três tachos, dois com cebola cortada às rodelas (cerca de uma cebola para os dois tachos) e o terceiro com alho francês cortado às rodelas (a cobrir fundo do tacho). Todos tinham igual quantidade de azeite, alho e um pedacinho de gengibre.
Quando a cebola e o alho francês ficaram com ar ligeiramente tostado coloquei num tacho uma embalagem de bacalhau desfiado e quase descongelado (cortei mais finamente o bacalhau), no outro 3 bifes de frango pequenos cortados em tiras e no terceiro meia curgete ralada, temperei tudo da mesma forma, simplesmente com sal e pimenta.
Apurou tudo em lume brando e quando estava com ar cozinhado, o que aconteceu quase em simultâneo, coloquei batatas palha, finas, nos três tachos, de acordo com a quantidade de cada um (no total um pacote grande de batata-palha fina).Mexi muito pouco e juntei ao bacalhau 3 ovos batidos com sal e pimenta, ao frango um a dois ovos também batidos com sal e pimenta e ao alho francês com curgete um ovo batido com sal, pimenta e coentros. Misturei para cozinhar os ovos e desliguei o lume antes de começar a secar. Para terminar e dar um ar mais crocante dividi pelos três tachos um pacote pequeno de batata-palha mais grossa, tapei e deixei repousar 3 a 4 minutos.
Em menos de meia hora estava pronta uma refeição com a mesma base mas três variantes, fantástica e saborosa para se adaptar a todos os gostos.
Recomenda-se que se sirva com uma salada única e muito apetite.
 
 



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